“Fiz exame de sangue e estava tudo normal” é uma das frases que mais ouço de quem chega na avaliação. Só que, na maioria das vezes, o exame pedido não foi o exame certo para investigar queda de cabelo.
Um hemograma de rotina não mostra ferritina baixa, nem tireoide subclínica, nem deficiência de vitamina D. E são exatamente esses marcadores que mais aparecem por trás da queda capilar.
Os marcadores biológicos que realmente importam
Ferritina
Ferritina é a reserva de ferro do corpo. Muita gente só investiga anemia (hemoglobina), mas o cabelo é sensível bem antes disso.
Estudos mostram que ferritina abaixo de 30 ng/mL já está associada a queda difusa — mesmo com os outros parâmetros do ferro normais. Para o crescimento capilar acontecer de forma saudável, o ideal é manter a ferritina acima de 70 ng/mL, um valor bem mais alto do que o mínimo considerado “normal” em muitos laboratórios.
Hormônios da tireoide (TSH, T3, T4)
A tireoide é uma das causas mais comuns de queda de cabelo — e uma das mais subestimadas. Tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo afetam diretamente o ciclo de crescimento do fio.
Muita gente já fez TSH uma vez, anos atrás, e nunca mais repetiu. A tireoide muda, e o exame precisa acompanhar esse momento.
Hormônios sexuais (testosterona, estradiol, LH)
Desequilíbrios hormonais — comuns em pós-parto, menopausa e síndrome dos ovários policísticos — aparecem nesses exames antes de aparecerem de forma óbvia em outros sintomas.
Vitamina D e vitamina B12
Níveis baixos de vitamina D e B12 estão associados a queda de cabelo e costumam passar despercebidos porque não geram sintomas isolados fortes o suficiente para chamar atenção sozinhos.
O que evitar antes dos exames
Se você já toma algum polivitamínico ou suplemento com biotina, um detalhe importa: a biotina em excesso pode interferir nos resultados de exames de tireoide e em marcadores cardíacos, gerando falso positivo ou falso negativo. O recomendado é suspender a biotina pelo menos 72 horas antes da coleta — sempre com orientação do profissional que pediu o exame.
Por que pedir exame por conta própria raramente funciona
Pedir os exames certos é só metade do caminho. A outra metade é saber interpretar o resultado dentro do contexto clínico — porque um valor “dentro da faixa de referência” do laboratório nem sempre é o valor ideal para quem está com queda de cabelo ativa. É o caso típico da ferritina: 32 ng/mL pode aparecer como “normal” no exame, mas ainda está longe do patamar que sustenta crescimento capilar saudável.
Como funciona na prática
Na avaliação de Terapia Capilar Integrativa, o pedido de exames é personalizado para o seu histórico — não é um pacote genérico de exames “para queda de cabelo”. A partir do resultado, o protocolo é construído em cima do que os marcadores realmente mostram sobre o seu corpo, e não sobre um caso médio.
Se você já fez exame e ficou com a sensação de “deu tudo normal, mas o cabelo continua caindo”, pode ser hora de investigar com os marcadores certos.
Terapia Capilar Integrativa
Vamos investigar de verdade o que está acontecendo com o seu cabelo?
A avaliação é o ponto de partida. É nela que entendemos seu histórico, analisamos seus exames e construímos o primeiro mapa do seu caso.
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